Lateralidade

lateralidade é a tendência para usar um lado do corpo com maior frequência, eficiência ou precisão do que o outro. Costuma ser mais visível na mão dominante, mas também envolve olho, pé e ouvido. No desenvolvimento infantil, não é apenas uma questão de “ser destro ou canhoto”: é um processo de organização corporal que ajuda a criança a orientar-se no espaço, coordenar movimentos e ganhar estabilidade nas tarefas do dia a dia.

O que é a lateralidade

Em termos práticos, a lateralidade ajuda a consolidar:

  • preferência manual;
  • coordenação entre os dois lados do corpo;
  • noção de direita e esquerda;
  • maior fluidez em tarefas motoras e gráficas.

Nos primeiros anos, é normal que a criança experimente diferentes mãos ou lados em atividades distintas. A definição da dominância tende a tornar-se mais consistente ao longo da infância, sem necessidade de forçar uma escolha precoce.

Porque é importante

Uma lateralidade em organização favorece a execução de tarefas que exigem coordenação e sequenciação, como:

  • desenhar e escrever;
  • recortar;
  • chutar ou lançar;
  • vestir-se;
  • orientar-se no espaço e seguir percursos.

Quando esta organização ainda está imatura, a criança pode parecer menos eficiente em tarefas que pedem estabilidade corporal, cruzamento da linha média ou coordenação entre mão e olho.

Quando pode justificar avaliação

A lateralidade, por si só, não é uma doença nem um diagnóstico. O que pode justificar avaliação é o conjunto de sinais associados, por exemplo:

  • grande instabilidade no uso das mãos em idade escolar;
  • dificuldade persistente em distinguir direita e esquerda;
  • pouca coordenação entre os dois lados do corpo;
  • desconforto importante em tarefas gráficas ou motoras;
  • lentidão ou confusão em atividades que exigem sequência corporal.

O foco clínico não está em “corrigir” uma mão dominante, mas em perceber se a criança está a conseguir organizar o corpo de forma funcional para a sua idade e para as tarefas que tem de realizar.

Fontes:

Milestones by 4 Years

Fonseca , V. (1995). *Psicomotricidade*. Editorial Notícias.

Fernandes , M. (2012). *Psicomotricidade: Desenvolvimento, Aprendizagem e Inclusão*. Lisboa: Lidel.

A informação disponibilizada neste artigo tem um caráter estritamente informativo e educativo. Não substitui, em caso algum, o diagnóstico, aconselhamento ou tratamento por parte de um profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvida, consulta sempre o seu médico assistente.

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