
Áreas de trabalho: linguagem oral e escrita na criança, fala e competências auditivas (processamento auditivo central).
Especialistas em Terapia da Fala
mais informações sobre terapia da fala
A comunicação começa muito antes das primeiras palavras e continua a desenvolver-se ao longo da infância. Por vezes, a criança compreende mais do que consegue dizer. Noutras situações, fala, mas tem dificuldade em organizar frases, contar o que aconteceu, ser compreendida ou acompanhar as aprendizagens da escola. A Terapia da Fala acompanha dificuldades de linguagem oral e escrita, fala e competências auditivas, ajudando a criança a comunicar, compreender e aprender com mais confiança.
A consulta pode acompanhar dificuldades relacionadas com: • compreensão da linguagem; • expressão oral; • vocabulário; • construção de frases; • organização do discurso; • capacidade de contar e recontar histórias; • comunicação e interação; • pronúncia e produção dos sons da fala; • clareza da fala; • consciência fonológica; • aprendizagem da leitura e da escrita; • compreensão leitora; • ortografia e expressão escrita; • atenção e memória auditiva; • processamento auditivo central, quando existe essa indicação. A avaliação é adaptada à idade da criança, ao seu desenvolvimento e às situações em que as dificuldades se tornam mais evidentes.
A linguagem permite à criança compreender o que lhe é dito, expressar necessidades, fazer perguntas, contar experiências e participar nas relações com os outros. Pode fazer sentido procurar avaliação quando a criança: • parece compreender menos do que seria esperado para a idade; • utiliza poucas palavras; • tem dificuldade em juntar palavras ou construir frases; • não encontra as palavras para explicar o que quer; • tem dificuldade em contar acontecimentos; • troca ideias ou frases de forma pouco organizada; • não acompanha conversas ou instruções; • se frustra porque não consegue fazer-se entender; • participa pouco nas interações com outras crianças. Nem sempre uma dificuldade de linguagem é evidente. Por vezes, manifesta-se através de birras, silêncio, evitamento, dificuldade em brincar com outras crianças ou falta de confiança para falar.
A Terapia da Fala também pode acompanhar crianças cuja fala é difícil de compreender ou que apresentam dificuldades na produção de determinados sons. A avaliação pode ser útil quando: • a criança troca ou omite sons; • a fala não é facilmente compreendida fora da família; • existem dificuldades em produzir palavras mais longas; • a criança evita dizer determinadas palavras; • há preocupação com a evolução da pronúncia; • a fala interfere com a participação na escola ou nas relações; • existe hesitação, bloqueio ou dificuldade em manter o discurso. O objetivo não é eliminar a forma própria de falar de cada criança. É ajudá-la a comunicar com maior clareza, segurança e participação no dia a dia.
A entrada na escola traz novas exigências para a linguagem. A criança precisa de compreender instruções, organizar ideias, reconhecer e manipular sons, aprender a ler e escrever e utilizar a linguagem para aprender. A Terapia da Fala pode acompanhar dificuldades relacionadas com: • consciência dos sons da fala; • associação entre letras e sons; • aprendizagem da leitura; • leitura pouco fluente; • dificuldade em compreender o que lê; • erros persistentes na escrita; • ortografia; • organização de frases e textos; • dificuldade em explicar por escrito o que pensa; • insegurança ou evitamento perante tarefas de leitura e escrita. Uma avaliação atempada pode ajudar a perceber quais as competências que estão a dificultar a aprendizagem e que tipo de apoio pode ser mais útil.
Ouvir bem não significa necessariamente conseguir compreender e organizar toda a informação auditiva. Algumas crianças têm dificuldade em: • seguir instruções com vários passos; • compreender quando existe ruído à volta; • distinguir sons semelhantes; • recordar informação que ouviram; • acompanhar uma explicação oral; • manter a atenção em atividades que dependem da escuta; • perceber o que lhes é dito quando falam várias pessoas ao mesmo tempo. Estas dificuldades podem ter diferentes causas e devem ser avaliadas com cuidado. Quando necessário, a Terapia da Fala pode articular-se com Otorrinolaringologia, Pediatria ou outros profissionais.
A consulta pode ser um bom ponto de partida quando: • tens dúvidas sobre o desenvolvimento da comunicação; • sentes que a criança não acompanha a evolução esperada; • é difícil perceber o que ela diz; • parece compreender pouco ou ter dificuldade em seguir instruções; • existem dificuldades na interação ou na comunicação social; • a escola sinaliza dificuldades na linguagem, fala, leitura ou escrita; • a criança evita falar, ler ou escrever; • existe uma preocupação com a atenção ou a compreensão auditiva; • simplesmente sentes que alguma coisa não está a fluir como seria esperado. Não é necessário esperar por uma dificuldade grave nem aguardar pela entrada na escola para procurar orientação.
A primeira consulta começa com uma conversa com a família e, quando adequado, com a criança. São recolhidas informações sobre o desenvolvimento, a comunicação, a fala, a escola e as situações em que as dificuldades surgem. Depois, são avaliadas as competências relevantes para o motivo da consulta. Dependendo da idade, podem ser utilizadas atividades de conversa, brincadeira, nomeação, compreensão, leitura, escrita ou tarefas auditivas. No final, a família recebe uma explicação clara sobre o que foi observado e sobre os próximos passos. Quando é indicado acompanhamento, é definido um plano terapêutico ajustado à criança, com estratégias que possam ser integradas nas rotinas e no contexto escolar.
A terapia não acontece apenas durante a consulta. A participação da família e a ligação com a escola podem ajudar a criar oportunidades de comunicação e aprendizagem no dia a dia. Quando necessário, o acompanhamento pode articular-se com: • Pediatria; • Medicina Geral e Familiar; • Psicologia Infantil; • Psicomotricidade; • Terapia Ocupacional; • Otorrinolaringologia; • equipa educativa. Esta articulação permite compreender melhor a criança e evitar que a família tenha de procurar respostas isoladas para dificuldades que podem estar relacionadas entre si.
Sim. A linguagem inclui tanto a compreensão como a capacidade de expressar ideias. Uma criança pode compreender bem e, ainda assim, precisar de apoio para organizar frases, encontrar palavras ou produzir determinados sons.
Não. Quando existem dúvidas sobre a comunicação ou a linguagem, uma avaliação pode ser feita antes da entrada na escola. Conhecer melhor as necessidades da criança permite orientar o apoio com maior tranquilidade.
A criança é o centro da avaliação, mas a informação da família e, quando necessário, da escola é muito importante para compreender como as dificuldades aparecem em diferentes contextos.
Não. A Terapia da Fala Miofuncional está mais relacionada com funções como sucção, mastigação, deglutição, respiração e postura da língua. A Terapia da Fala acompanha sobretudo linguagem, fala, leitura, escrita e competências auditivas.
Se tens dúvidas sobre a forma como a tua criança comunica, fala ou aprende, procurar orientação pode ajudar a transformar a preocupação num caminho mais claro.

A Clínica Matriz está aqui para acompanhar-te em cada passo.