Consulta de Fisioterapia Pélvica

Sentes dores pélvicas ou incontinência que te limitam? Descobre na consulta de fisioterapia como fortalecer o teu pavimento pélvico e recuperar confiança e conforto.
Parque das Nações, Lisboa

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Há queixas do pavimento pélvico que muitas pessoas desvalorizam durante demasiado tempo. Perdas de urina, dor pélvica, sensação de peso, desconforto nas relações ou dificuldades na recuperação depois da gravidez e do parto são exemplos típicos de sintomas que se vão aguentando em silêncio, sem perceber bem se a fisioterapia pélvica é mesmo o sítio certo para começar.

A consulta de fisioterapia pélvica existe para ajudar a clarificar isso. O objetivo não é mandar “fazer exercícios” de forma genérica, mas perceber como o teu corpo está a funcionar, o que pode estar a contribuir para os sintomas e que tipo de abordagem faz sentido no teu caso.

Quando esta consulta pode fazer sentido

Esta consulta pode ser útil quando existem sintomas do pavimento pélvico com impacto no conforto, na autonomia, na vida sexual ou no dia a dia, em diferentes fases da vida.

Pode fazer sentido marcar se tens:

  • perdas urinárias ao esforço, urgência urinária ou dificuldade em controlar a bexiga
  • sensação de peso vaginal ou desconforto pélvico
  • dor pélvica persistente ou dor nas relações
  • obstipação ou dificuldade evacuativa com suspeita de componente funcional do pavimento pélvico
  • dúvidas sobre recuperação do pavimento pélvico na gravidez ou no pós-parto
  • necessidade de preparação ou recuperação após cirurgia pélvica
  • sensação de que o corpo “não voltou ao lugar” ou de que algo mudou na função pélvica e merece avaliação

Mesmo quando não sabes exatamente dar nome ao problema, a consulta pode ser útil para perceber se existe uma disfunção do pavimento pélvico e se a fisioterapia pélvica pode ter um papel relevante.

imagem ilustrativa de fisioterapia pélvica com mulher a segurar modelo da pelvis feminina

O que esperar da avaliação em fisioterapia pélvica

Quem marca esta consulta muitas vezes chega com a ideia de que a fisioterapia pélvica se resume a contrair músculos ou fazer exercícios de Kegel. Na prática, a avaliação é mais ampla do que isso.

O foco está em perceber como funcionam o pavimento pélvico, a respiração, a postura, a gestão de esforço e alguns hábitos do dia a dia que podem estar a manter ou agravar os sintomas. A partir daí, torna-se mais claro se o problema está mais relacionado com fraqueza, tensão, falta de coordenação, recuperação pós-parto ou outro padrão funcional.

Mais do que assumir uma solução igual para toda a gente, esta consulta serve para perceber que tipo de abordagem faz sentido no teu caso e que objetivos são realistas nesta fase.

O que esta consulta te ajuda a perceber e porque confiar nela

Na prática, esta consulta ajuda a enquadrar sintomas que muitas vezes aparecem misturados, a distinguir o que pode ter uma componente funcional tratável do que deve ser articulado com outras áreas e a dar-te um plano mais claro para o próximo passo.

Na Clínica Matriz, a fisioterapia pélvica pode ainda articular-se com outras áreas quando isso ajuda a compreender melhor o caso ou a orientar o seguimento, como Ginecologia e Obstetrícia, Urologia ou Psicologia. Isto é particularmente relevante em situações como gravidez, pós-parto, dor pélvica persistente, sintomas urinários ou dificuldades que não devem ser lidas de forma isolada.

Para muitas pessoas, o principal ganho inicial não é “resolver tudo” numa sessão. É perceber melhor o que está a acontecer no corpo, o que merece atenção agora e por onde faz sentido começar.

Porque pode fazer sentido não continuar a adiar

É comum adiar este tipo de consulta por vergonha, por achar que “é normal depois de ter filhos”, por pensar que faz parte da idade ou por não saber se a fisioterapia pélvica se aplica realmente ao seu caso. Mas, quando os sintomas persistem ou começam a limitar o dia a dia, continuar sem enquadramento raramente ajuda.

Marcar consulta não significa dramatizar. Significa perceber se há uma componente funcional que pode ser trabalhada, o que merece avaliação adicional e como avançar com mais critério e menos tentativa e erro.

Se tens perdas urinárias, dor pélvica, sensação de peso ou dificuldades na recuperação após gravidez, parto ou cirurgia, a consulta de fisioterapia pélvica pode ser o ponto de partida para perceber o que faz sentido fazer a seguir.

Perguntas frequentes

Onde fica a zona pélvica?

A zona pélvica situa-se na parte inferior do tronco, entre os ossos ilíacos (ancas) e acima das coxas. Inclui a cavidade pélvica que contém órgãos como a bexiga, o útero (nas mulheres), a próstata (nos homens), o reto e a vagina. É delimitada por ossos (sacro, cóccix e ossos da anca), músculos e tecidos conjuntivos que formam uma estrutura em forma de funil.

O que é o pavimento pélvico?

O pavimento pélvico é o conjunto de músculos, ligamentos e tecidos conjuntivos que fecham a parte inferior da cavidade pélvica, funcionando como uma base que suporta os órgãos pélvicos. É responsável pelo controlo da micção, defecação, funções sexuais e pela estabilidade da região lombar e das ancas.

O que se faz em fisioterapia pélvica?

É feitauma avaliação (que pode incluir exame físico externo e interno) seguida de um tratamento personalizado, que pode incluir: exercícios de fortalecimento ou relaxamento dos músculos do pavimento pélvico, biofeedback, eletroestimulação, terapia manual, reeducação de hábitos miccionais e defecatórios, e aconselhamento sobre estilo de vida. O objetivo é tratar disfunções como incontinências, prolapsos, dores pélvicas ou disfunções sexuais.

Quando se deve fazer fisioterapia pélvica?

Deves considerar fisioterapia pélvica em situações como: incontinência urinária ou fecal; sensação de peso ou prolapsos de órgãos pélvicos; antes e depois da gravidez e parto; dores pélvicas crónicas; disfunções sexuais (dor durante relações, dificuldade de ereção); constipação crónica; após cirurgias na zona pélvica; ou durante a menopausa com sintomas urogenitais. Também é recomendada de forma preventiva para manter a saúde pélvica.

Como exercitar a zona pélvica?

Os exercícios mais conhecidos são os de Kegel, que envolvem contrair e relaxar os músculos do pavimento pélvico (como se estivesses a tentar segurar a micção). Outras opções incluem Pilates, yoga específico, hipopressivos e exercícios com bola suíça. É fundamental fazeres uma avaliação com um fisioterapeuta pélvico para garantir que estás a executar corretamente e a trabalhar os músculos certos.

Qual é o valor de uma sessão de fisioterapia pélvica?

Para conhecer os valores atualizados das nossas sessões de fisioterapia pélvica, por favor contacta a Clínica Matriz. A nossa equipa terá todo o gosto em informar-te sobre preços e disponibilidade de horários.

Para que servem as bolas Kegel?

As bolas de Kegel (ou cones vaginais) servem para auxiliar no fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico. Ao inserires a bola na vagina, os músculos contraem involuntariamente para a segurar no lugar, proporcionando um exercício passivo. São úteis para melhorar a incontinência urinária, prevenir ou auxiliar no tratamento de prolapsos, recuperar a tonicidade após o parto e aumentar a sensibilidade sexual.

Quais são os sintomas da bexiga descaída?

A bexiga descaída (cistocele ou prolapso de bexiga) apresenta sintomas como: sensação de peso, pressão ou arregalamento na vagina; incontinência urinária (perdas ao tossir, espirrar ou fazer esforço); dificuldade em esvaziar completamente a bexiga; necessidade frequente de urinar; sensação de que algo sai da vagina (podendo visualizar-se um "calo"); dores nas costas ou na região pélvica; e infeções urinárias recorrentes. A gravidade varia e deve ser avaliada por um especialista.

O que é incontinência urinária de esforço?

Incontinência urinária de esforço é a perda involuntária de urina ao fazer atividades que aumentam a pressão abdominal, como tossir, espirrar, rir, saltar ou levantar pesos. Ocorre quando os músculos do pavimento pélvico estão enfraquecidos e não conseguem suportar a uretra durante estes esforços. A fisioterapia pélvica é o tratamento de primeira linha, através de exercícios de fortalecimento específicos e treino da musculatura.

O que é vaginismo e como a fisioterapia pode ajudar?

Vaginismo é uma condição caracterizada por contração involuntária e persistente dos músculos da vagina (músculos do períneo), que dificulta ou impossibilita a penetração sexual, a introdução de tampões ou exames ginecológicos. A fisioterapia pélvica ajuda através de técnicas de relaxamento muscular, terapia manual para libertar pontos-gatilho, dilatação progressiva, biofeedback e reeducação sensorial, permitindo recuperar o controlo voluntário dos músculos e eliminar a dor.

A fisioterapia pélvica serve só para mulheres?

Não, a fisioterapia pélvica é para todos os géneros. Os homens também beneficiam deste tratamento para condições como incontinência urinária após cirurgia de próstata, disfunção erétil relacionada com o pavimento pélvico, ejaculação precoce, dores pélvicas crónicas (síndrome da dor pélvica crónica), constipação funcional e problemas de controlo fecal. A musculatura pélvica masculina funciona de forma análoga à feminina e também requer cuidados específicos.

O que é diástase dos retos e tem relação com a fisioterapia pélvica?

Diástase dos retos é a separação anormal dos músculos abdominais rectos (barriga de chocolate), comum durante e após a gravidez, que causa fraqueza da parede abdominal, dor lombar e alteração da estética. Tem relação direta com a fisioterapia pélvica porque a musculatura abdominal e o pavimento pélvico funcionam como uma unidade. Um trabalho inadequado dos abdominais pode sobrecarregar o períneo. O tratamento envolve exercícios hipopressivos, reeducação postural e fortalecimento específico sem aumentar a pressão intra-abdominal.

Quais são os sintomas de prolapso de útero ou reto?

O prolapso (descida) de útero ou reto apresenta sintomas similares ao da bexiga: sensação de peso ou puxão na vagina, massa que sai pela vagina (especialmente ao fazer esforço), dificuldade em evacuar (no caso do reto) ou sensação de não esvaziar completamente o intestino, dores lombares, e desconforto durante as relações sexuais. No prolapso de útero, podes sentir que algo está a cair para fora da vagina. A fisioterapia pélvica ajuda a suportar estes órgãos através do fortalecimento do pavimento pélvico.
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