Dor menstrual

O ciclo menstrual não é igual todos os meses. Stress, sono, viagens, contraceção e alterações hormonais podem mexer com a menstruação. Continua a ler para saber que sinais merecem atenção e quando marcar consulta.

Tempo de leitura: 5 min

Mulher deitada com as mãos sobre o abdómen

Atualizado em Maio de 2026

Autor

Mariana Torres Mariana Torres Ginecologista obstetra

As cólicas menstruais são frequentes. Podem surgir antes ou durante os primeiros dias da menstruação e resultar das contrações do útero.

Mas dor frequente não significa dor obrigatória. Se a menstruação te traz dor intensa, principalmente se te impede de ir à escola, trabalhar, dormir, sair de casa ou fazer a tua vida habitual, merece avaliação.

Leitura rápida
Cólicas ligeiras podem acontecer
Dor que te impede de estudar, trabalhar, dormir ou sair de casa não deve ser normalizada.
Dor que muda merece avaliação
Piora ao longo dos anos, dor fora da menstruação, nas relações, ao evacuar ou urinar deve ser vista.
O cuidado pode envolver várias áreas
Ginecologia, fisioterapia pélvica, nutrição ou outras consultas podem ajudar a orientar a causa e o alívio.

O que pode ajudar

Algumas medidas podem aliviar:

  • calor local;
  • movimento suave, se for confortável;
  • descanso;
  • hidratação;
  • analgésicos ou anti-inflamatórios, quando indicados para ti;
  • contraceção hormonal, em algumas situações e quando faz sentido clínico.

Não comeces medicação nova sem orientação. O que funciona com a tua amiga pode não ser o indicado para ti. Fala com o teu médico assistente.

Quando a dor pode ter outra causa

A dor menstrual pode estar associada a situações como endometriose, adenomiose, miomas, doença inflamatória pélvica ou outras causas ginecológicas.

Pistas que merecem atenção:

  • dor que piora ao longo dos anos;
  • dor que aparece fora da menstruação;
  • dor nas relações sexuais;
  • dor ao evacuar ou urinar durante a menstruação;
  • fluxo muito abundante;
  • dificuldade em engravidar;
  • necessidade frequente de faltar à escola ou trabalho.
Quando procurar ajuda

Se a dor é intensa, se não melhora com medidas habituais, se apareceu de repente, se vem com febre, vómitos persistentes, tonturas, desmaio ou suspeita de gravidez, deves ser avaliada.

Que acompanhamento pode fazer sentido

A dor menstrual pode precisar de uma abordagem em várias frentes. A consulta de ginecologia ajuda a perceber se há sinais de uma causa ginecológica e se faz sentido pedir exames, como uma ecografia ginecológica diferenciada.

Quando há dor pélvica, dor nas relações, tensão muscular, dificuldade com tampões ou copo menstrual, ou sintomas urinários associados, a fisioterapia pélvica pode ser uma parte importante do cuidado.

Se a dor se relaciona com evacuação, alterações intestinais ou agravamento digestivo durante a menstruação, pode fazer sentido uma consulta de gastrenterologia. Em algumas pessoas, a consulta de nutrição, a medicina do estilo de vida, o exercício físico orientado ou a medicina tradicional chinesa podem ser complementos úteis, sempre ajustados ao caso.

Perguntas frequentes

Dor menstrual forte é normal?

Não deve ser normalizada. Pode ser comum ouvir isso, mas dor que limita a vida precisa de avaliação.

Endometriose dá sempre sintomas?

Não. Algumas pessoas têm sintomas intensos, outras têm poucos sintomas. Quando há suspeita, a avaliação deve ser individualizada.

A pílula pode melhorar a dor menstrual?

Pode ajudar em algumas pessoas, mas não é a única opção e nem sempre é indicada. Deve ser escolhida com um profissional de saúde.

Referências
Entrada da Clínica Matriz em Lisboa

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