Diabetes gestacional

Perceba o que é a diabetes gestacional, como é diagnosticada, riscos para mãe e bebé e estratégias de controlo durante a gravidez.

A diabetes gestacional é uma alteração da tolerância à glicose que surge pela primeira vez durante a gravidez. É uma condição frequente e, na maioria dos casos, controlável com vigilância clínica, plano alimentar e monitorização glicémica.

O que é a diabetes gestacional

Na gravidez, as hormonas placentárias aumentam a resistência à insulina. Quando o pâncreas não consegue compensar essa resistência, a glicose no sangue sobe acima dos valores recomendados.

É diferente da diabetes prévia à gravidez (tipo 1 ou tipo 2), embora ambas possam exigir acompanhamento obstétrico-metabólico próximo.

Como é feito o diagnóstico

Em Portugal, o diagnóstico é habitualmente feito com rastreio laboratorial ao longo da gravidez, incluindo teste oral de tolerância à glicose quando indicado.

Em muitos casos, a condição é assintomática e identificada apenas em rastreio.

Fatores de risco

Os fatores mais associados incluem:

  1. Excesso de peso ou obesidade antes da gravidez.
  2. História familiar de diabetes tipo 2.
  3. Diabetes gestacional em gravidez anterior.
  4. Idade materna mais avançada.
  5. Síndrome do ovário poliquístico e outras condições de resistência à insulina.

Impacto materno e fetal

Sem controlo metabólico adequado, existe aumento de risco de:

  • Macrossomia fetal (bebé com peso elevado).
  • Polidrâmnios.
  • Parto instrumental ou cesariana.
  • Hipoglicemia neonatal após o nascimento.
  • Hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia.

A longo prazo, também há maior probabilidade de diabetes tipo 2 na mãe e na criança.

Tratamento e controlo

O controlo é geralmente escalonado:

  1. Plano alimentar individualizado.
  2. Atividade física adaptada à gravidez, quando não há contraindicação obstétrica.
  3. Auto-monitorização de glicemia capilar.
  4. Insulina quando as metas glicémicas não são atingidas com medidas não farmacológicas.

O objetivo é reduzir complicações maternas e neonatais, mantendo crescimento fetal e bem-estar obstétrico dentro do esperado.

Sinais de alerta clínico durante o seguimento

Durante o acompanhamento, os seguintes achados justificam reavaliação clínica rápida:

  • Valores glicémicos persistentemente acima das metas definidas.
  • Hipoglicemias repetidas com terapêutica.
  • Crescimento fetal acelerado ou excesso de líquido amniótico.
  • Sinais de hipertensão da gravidez.

Após o parto

Na maioria dos casos, a glicemia normaliza após o nascimento. Ainda assim, recomenda-se reavaliação metabólica no pós-parto e vigilância periódica, devido ao maior risco futuro de diabetes tipo 2.

Fontes:

A informação disponibilizada neste artigo tem um caráter estritamente informativo e educativo. Não substitui, em caso algum, o diagnóstico, aconselhamento ou tratamento por parte de um profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvida, consulta sempre o seu médico assistente.

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