Proteína na primeira infância: descobre qual a quantidade adequada, os riscos do excesso e défice de ingestão proteica e como apoiar um crescimento saudável.
As proteínas desempenham inúmeras funções no organismo, entre as quais funções estruturais (construção e crescimento de tecidos), sendo, por isso, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento do bebé e da criança.
Uma ingestão insuficiente de proteína nesta faixa etária pode comprometer o aumento de peso e o crescimento, podendo mesmo levar ao cruzamento descendente das curvas de crescimento (percentis).
Apesar de, nos países ocidentais, o défice proteico em bebés e crianças ser pouco frequente, pode surgir em situações de doenças crónicas ou padrões alimentares inadequados — como seletividade alimentar, alergias alimentares, dietas vegetarianas mal estruturadas, síndrome do intestino curto, fibrose quística, entre outros — bem como em casos de prematuridade e/ou contextos de pobreza, uma vez que as necessidades proteicas podem encontrar-se aumentadas ou pode ocorrer baixa ingestão e/ou absorção de proteína.
É comum que os pais/cuidadores se preocupem em assegurar que o bebé ou criança ingira alimentos ricos em proteína, como carne, peixe, ovos, leite, iogurtes, leguminosas, entre outros, por forma a minimizar os riscos associados ao défice. Daí surgirem frases como:
“Come, pelo menos, a carne ou o peixe.”
Mas será que a ingestão excessiva de proteína é livre de riscos?
A evidência científica demonstra que a ingestão excessiva de proteína — sobretudo de origem animal — durante os primeiros anos de vida parece associar-se a:
- ganho de peso acelerado;
- maior adiposidade (percentagem de massa gorda);
- maior risco de excesso de peso/obesidade no futuro.
Posto isto, tal como em muitos outros aspetos da vida, o equilíbrio é fundamental.
É importante assegurar uma ingestão adequada de proteína pelo bebé ou criança, evitando tanto a ingestão insuficiente como a ingestão excessiva.
Nutricionista Catarina Cruz (3781N)